domingo, 31 de maio de 2009

Para quem acha que terminou a luta.

Na avaliação do Sinproesemma, tivemos uma jornada vitoriosa onde podemos destacar algumas das ações e as suas conseqüências. Por exemplo, a destacada participação coletiva de nossa categoria, que em um crescimento constante, se manteve mobilizada, participando das assembléias e atos convocados pelo Sindicato. A conscientização pode ser percebida no dia da votação da reforma do Plano de Carreiras, quando em uma manobra da Mesa Diretora, que alterou a ordem de votação que tinha sido acertada com o sindicato e colocou em discussão primeiro o aumento salarial para, só depois começar a discussão da reforma. Aprovado o índice de reajuste salarial, nenhum professor saiu do plenário, todos permaneceram, pois sabiam que o futuro da categoria, com a aplicação do enquadramento era na verdade a questão central.

Outra batalha considerável, fruto também desta mobilização, é o fato de termos tido uma primeira reunião com o prefeito com a participação dos vereadores. Importante destacar aqui a disposição permanente de negociação do Sinproesemma, pois vínhamos solicitando audiências para tratarmos dos assuntos ligados à educação, mas ainda não havíamos obtido resultado. Desarmar os espíritos e dar prioridade ao processo de negociação pode ser considerada uma vitória comum a todos os envolvidos. Para o prefeito, que nos recebeu e já definiu um novo encontro para dar prosseguimento às negociações; para os vereadores, que souberam ouvir os professores e ajudaram a encontrar uma solução para as dificuldades encontradas e para nossa categoria que tem demonstrado lucidez no entendimento de todo o processo que se desenvolveu até aqui, se mantendo mobilizada e alerta.

Mas, para quem acha que terminou a luta, precisamos pensar. Realmente tivemos uma jornada vitoriosa, onde todos os envolvidos podem se dizer vencedores, porém a batalha final ainda não foi travada. Aprovada a reforma do PCCS, precisamos agora discutir a sua aplicação imediata, que será possível com a nova redação do artigo 40. Discutir a forma com que se dará o enquadramento dos professores por tempo de serviço. Para isto o sindicato já tem uma proposta que foi apresentada à categoria nas assembléias realizadas durante a campanha, transformar os abonos que tradicionalmente tem sido pagos duas vezes ao ano, no tão sonhado enquadramento. Esta é uma proposta “realizável” e com os espíritos desarmados, poderemos discutir e encaminhar uma solução negociada que beneficie ao conjunto dos professores.

De que forma alcançaremos esta nova vitória? Mantendo-nos mobilizados. Ou melhor, aprofundando ainda mais a nossa mobilização, com reuniões nas escolas para esclarecer as conquistas conseguidas e reafirmarmos a necessidade de envolvermos mais e mais professores. Também se torna fundamental dar conseqüência a toda esta luta e ampliarmos o nosso quadro de sindicalização, porque professor consciente e sindicalizado, que luta, ensina a ser cidadão.

Noticias que nos dizem respeito:

A matéria a seguir foi publicada no G1, no dia 27/05/09:
Professores com ensino fundamental dão aula no ensino médio.

Mais de 80% dos professores da rede pública do país trabalham em uma única escola. Também são maioria aqueles que trabalham somente em um turno do dia.
Uma parte dos estudantes do ensino médio no país têm aulas com professores que concluiram apenas o ensino fundamental. Em todo o país, são 441 professores nessa situação, o que representa 0,1%. na rede pública nacional, há 1.882.961 docentes.
Desse total, 600 mil não tem graduação ou trabalham em áreas diferentes das suas licenciaturas. O censo identificou que, dentre esses, 119.323 professores concluíram o ensino fundamental ou médio, mas não tem habilitação para o exercício do magistério.
As informações fazem parte do Censo Escolar 2007 e só agora são divulgadas. Segundo o ministro da Educação, o censo foi trabalhoso porque a escola tinha que informar dados específicos de cada professor, como número de turmas e tipo deformação. os dados do censo estão disponíveis no site do INEP.
As mulheres são maioria se consideradas todas as etapas da educação básica e representam 81,6% da rede, somando 1.542.925.

sábado, 30 de maio de 2009

A luta só termina com vitória.

Devemos estar mobilizados permanentemente, enquanto não obtivermos a sanção do projeto de reforma do PCCS não podemos baixar a guarda. O prefeito terá 15 dias a partir de terça-feira, dia 2 de Junho para sancionar ou vetar o projeto. Vamos ficar atentos!

Para quem acha que a luta terminou.